Comentei meio que por cima de um segurança que conheci uma vez indo para a facu. Negrão, grandão, fortão, cara de homem, daqueles que te pega pelo cabelo, sem dó. Tenho um certo tesão por homens rústicos, é como se fosse um cavalo selvagem esperando ser domado.
E eu só ocupo esse lugar de forma teatral e quando me convém ser, a meiguinha, a menininha, a inocente, porque bem, não preciso nem explicar que essa mulher é um disfarce. Então, estava entrando no metrô lotado para ir a facu quando parei de frente com o meu segurança, agradei logo de cara, e fiquei dando a de tímida na troca de olhares, desci na próxima estação e ele veio atrás, puxou papo, trocamos telefone.
Me ligou no mesmo dia, marcamos encontro no dia seguinte e já rolou um beijinhos, eu toda bancando a menininha, malhava o negão até não querer mais, só não deixava colocar suas mãos dentro da minha roupa, eu mesmo não vou metendo a mão logo de cara, nem preciso colocar a mão dentro das calças pra fazer o peão passar mal.
Então vamos lá, fiquei um mês encontrando com o meu guarda-costas, e daquele jeito, eu já sabia que ele era noivo, então não estava mais nem aí, pra bancar a moça pudica, chegava já grudando no corpo dele, dizendo que senti saudades, perguntava se queria ver uma coisa, e mostrava a lingerie pelo decote. –Amor! É da cor que você gosta?!
O cara literalmente passava mal, colocava vestidos bem molinhos, pra ele sentir o meu corpo todinho quando me encontrasse, passava a mão dele pelo meu corpo, pedia para ele imaginar o tamanho da minha calcinha, enquanto passeava com a mão dele.
Uma vez no bar da facu sentei em um local estratégico e levantei o vestido para que ele pudesse ver minha calcinha, tocar minhas coxas, judiava mesmo, e me divertia horrores com isso. Nesse dia ele foi de calça de moleton e foi embora com a calça molhada.
Isso era só aperitivo, ele temperava e eu me divertia com os outros, deve ter sido assim para ele, a única diferença é que a opção era minha, eu é que conduzia a situação para onde desejava, o meu anjo negro me ligava umas três vezes por dia e estava falando até de namoro, esses homens sempre estragam a brincadeira.
Quando você não esta nem aí, tira a maior onda, trata de qualquer jeito eles se apaixonam. Já estava cansada de levar o peão no banho-maria e deixei ele conduzir as coisas. Ou seja, me levar para o motel, imaginei que ia me acabar, nossa, se você visse a largura do homem, tipo um cavalo reprodutor, pura sangue.
Estávamos naquela pegação quando, quando ele colocou camisinha e tentei montar, tentei né, porque o pau dele não deixou, isso já aconteceu muito comigo, acho que boto medo nos homens. Beleza, vamos começar tudo de novo, sem muita afobação e deixei ele conduzir tudo, ele falhou, mais uma vez, e ele falhou de novo.
Ele levantou foi tomar um banho e eu coloquei no cartoon, quando ele voltou perguntou o que eu estava fazendo, apontei para a Tv e chamei ele para assistir desenho comigo, é melhor a gente ver isso, porque eu acredito que essa é a única forma de diversão por aqui.
Ele, mais isso..... Eu sei, eu sei, isso nunca aconteceu com você, você não sabe o que está pegando, tranqüilo, senta aí e me faz companhia. Tudo bem natural, tinha até passado a minha raiva, quando o bonitinho vira pra mim e vem falar de sentimentos, que eu não posso tratá-lo assim que ele tinha sentimentos.
Ah! Tá brincando? Eu não sou sua noiva, com ela você tem esses seus sentimentos, o tipo de sentimento que eu quero ter com você é outro bem diferente...
Fomos embora, e um ano depois desse dia fatídico ele ainda me ligava, querendo outra oportunidade, eu respondia que não queria sentar em cima de um prato de macarrão, que na minha casa tinha TV paga e não precisava de ir no motel assistir desenho. Mega delicada!!!!!

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